quarta-feira, 26 de março de 2008

O Ato de Colecionar


Certa vez, ao passear com um amigo eu falei:
- Se eu tivesse dinheiro eu iria comprar esses livros todos.

Ele, sabiamente:
- Mas perderia a graça. A onda é você ficar achando as coisas, procurando.

De fato. Coleciono revistas em Quadrinhos desde 1998. Foi uma X-Men 72 com capa especial no formatinho da Abril falando sobre o Império Shiar. O Império, X-Men, a Abril não importam nesse caso, mas sim a questão de colecionar. Acredito que todo mundo gosta de colecionar algo: carrinhos, bonecas, revistas, DVDs, CDs, calcinhas, camisas, vinis, etc. Mas engana-se que só objetos são colecionáveis; alguns colecionam temores, assassinatos, amores, e por aí vai.

A necessidade de um troféu é necessária. Satisfaz que é uma beleza. Adoro passar horas em sebos procurando aquela edição, aquele furo na minha coleção, matar aquele câncer que ofende a minha busca. Quando não se acha é frustrante, pode ser pior que uma broxada.

Antigamente as coleções eram menos saudáveis; era uma cabeça de um inimigo ali, um escalpo acolá, um crâniozinho, um espólio de guerra... mas o sentimento de vitória continua sendo o mesmo.

E quando começa a ficar abundante, perde a graça.

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