quarta-feira, 12 de março de 2008

Depende. E outras coisitas mais.


Maais coisa velha.

No meu dia-a-dia no mercado de publicidade e design (é, aqui na Bahia as coisas são meio misturadas... esse sincretismo...) analiso frequentemente algumas marcas e peças que pipocam no mercado: da agência onde trabalho, dos meus freelas e das outras empresas do ramo e vejo que as coisas são muito além dos anos de aprendizado na faculdade; e o mais irônico é que as respostas para as características antes errôneas vieram de um saudoso colega de conclusão de curso (Graaande Adizon!).


Tudo Depende.


E eu demorei quase 6 anos para descobrir que qualquer coisa em publicidade realmente Depende. Tudo bem, eu fiquei mais chato e mais encima do muro por causa dessa questão, é verdade, mas observando alguns exemplos até os xiitas da causa absorverão um pouco dessa Depende Culture.


Vou começar com empresa grande. Isso mesmo, não tem problema porque as pequenas fazem o mesmo. Algumas nem percebem o ‘erro’, mas até para utilizar-se do Depende necessita-se de um bom poder de argumentação e bagagem (pelo menos a respeito do que está disposto a confrontar).


A Vivo e a Oi são exemplos dessa questão: A Vivo tem sua marca propriamente azul. Isso é fato, mas utiliza todas as cores da sua tabela para a mesma marca. Alguns podem dizer ‘Oh, que absurdo! Eles estão descaracterizando a marca! Que loucos! Queimem!’


Depende. Nunca soube que uma marca precisa ter uma cor só. São apenas variações e muitas características a determinam além da presunçosa cor (tipo, ícone, layout são algumas delas).


‘E a Oi? Uma marca amarela e branca? E ainda fica mudando aquela... aquela... aquela coisa arredondada em volta do tipo?’


Depende. Realmente amarelo não tem leitura no branco (o que é uma questão de Depende também, e a coisa começa a ficar mais chata) mas a marca que ganhou o prêmio da 6ª Bienal de Design Gráfico (Benedixt) mudava a forma e a cor e, sinceramente, não descaracterizou em nada. E respondendo a questão do amarelo no branco, Depende da tonalidade do amarelo e mesmo assim, até quanto você vai reduzir a marca (que pode ser pré-estabelecido no manual. Simples assim).


Aí são muitas questões não só na área de design, mas em publicidade a porca também torce o rabo: marcas assinando o anúncio no lado esquerdo (‘que heresia!’), ou sem assinatura (‘meu Deus! Onde esse mundo publicitário vai parar!’) e por aí vai.


Enfim,e essa Depende Culture: será que é só uma tendência louca criada por um diretor de arte/profissional de design ou faz algum sentido?


Depende.

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